Objetivo do Blog

Este Blog se propõe inicialmente a disponibilizar o material educativo do Projeto Floripa Saudável 2040, um projeto piloto de educação em saúde desenvolvido na cidade Fpolis em parceria da UFSC e Secretarias Municipais de Saúde e Educação, dentro da filosofia do Programa de Educação em Saúde. Este projeto pretende desenvolver ações em educação em saúde, pela unidade de saúde e creches ou núcleos de ensino infantil, abordando nutrição, atividade física, saúde bucal, saúde mental, monitoração em saúde, e proteção de agentes externos (agravos externos, radiação solar, ...).
Mas desde o começo a teoria é democratizar ao máximo a educação em saúde, e difundir ações deste tipo pelo Brasil, ou fora, se for interessante. Este projeto é inspirado no projeto "Health Ahead Heart Smart", do Estudo Bogalusa, adaptado segundo perfil epidemiológico brasileiro e segundo metodologia de ensino mais adequada aos nossos pequenos.
Todo o material é de domínio público, e tanto a parte escrita quanto as ilustrações podem ser utilizadas sem necessidade de pedido de autorização prévio. Assim como todas as sugestões são extremamente bem-vindas, que podem ser feitas na forma de comentários ou perguntas, para os quais há um espaço especialmente reservado no site.
Um grande abraço e seja muito bem vindo,
Isabela de Carlos Back Giuliano
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Recém-nascidos com icterícia têm mais risco de autismo

O risco de autismo é maior para crianças que sofrem de icterícia nascidas entre outubro e março e de mães que já tiveram filhos

(David De Lossy)

Os cientistas detectaram que crianças nascidas na Dinamarca entre 1994 e 2004 e sofriam de icterícia, tinham uma chance 67% maior de desenvolver o autismo

Recém-nascidos que sofrem de icterícia têm um risco maior de sofrer autismo, demonstra um estudo realizado na Universidade de Aarhus (Dinamarca) publicado na revista Pediatrics. Os cientistas detectaram que crianças nascidas na Dinamarca entre 1994 e 2004 e sofriam de icterícia, tinham uma chance 67% maior de desenvolver o autismo.

A icterícia do recém-nascido é provocada geralmente por uma produção excessiva de bilirrubina, uma substância produzida durante a destruição de glóbulos vermelhos pelo organismo. A doença faz com que a pele e os olhos fiquem amarelados. Os pesquisadores dinamarqueses descobriram que o risco de autismo é maior para crianças que sofrem de icterícia nascidas entre outubro e março e de mães que já tiveram filhos. Nesses casos, o risco chega a ser três vezes maior. Em crianças nascidas entre abril e setembro ou de mães que nunca tiveram filhos, os cientistas não encontraram nenhuma associação entre a as duas doenças.

Apesar de os dados estatísticos da pesquisa dinamarquesa mostrarem uma relação entre a icterícia e o autismo, os resultados do estudo não devem ser motivo de preocupação para os pais. "Os resultados precisam ser reproduzidos em outras partes do mundo", disse o neurologista americano Max Wiznitzer em entrevista à rede americana CNN. O médico afirma que é possível que existam fatores regionais que não se manifestariam em outros lugares.

No total, 60% das crianças recém-nascidas padecem de icterícia, e o fenômeno é reabsorvido naturalmente após algumas semanas, mas uma exposição prolongada a taxas elevadas de bilirrubina é neurotóxica e pode provocar problemas de desenvolvimento a longo prazo.

(Com Agência France-Presse)